Se o seu médico indicou o tratamento com Nivolumabe (Opdivo), saiba que você recebeu a prescrição de uma das mais avançadas tecnologias na luta contra o câncer. O Opdivo é uma imunoterapia, um tratamento revolucionário que não ataca o corpo com químicos, mas sim “desperta” o seu próprio sistema imunológico para que ele identifique e destrua as células cancerígenas.
Ele é indicado para tipos agressivos de câncer, como Melanoma, Câncer de Pulmão, Câncer Renal e Linfoma de Hodgkin. O problema é que a ciência tem um custo: cada dose de Nivolumabe (Opdivo) pode custar mais de R$ 15.000,00, e um tratamento completo pode chegar a centenas de milhares de reais.
É por esse custo que os planos de saúde negam. Mas a tese central é irrefutável: se o seu médico prescreveu o Nivolumabe (Opdivo) como a melhor chance de tratamento, o plano de saúde é obrigado a cobrir.
A principal desculpa para negar o Opdivo é seletiva e abusiva. O plano pode até cobrir o medicamento para um tipo de câncer (como Melanoma, que está há mais tempo no Rol da ANS), mas nega para outro (como Câncer Renal ou de Pulmão), alegando que “não consta no Rol para este tipo específico de câncer” ou que o paciente não preenche critérios de um protocolo antigo.
Isso é completamente ilegal.
A imunoterapia com Nivolumabe (Opdivo) é, em muitos casos, superior à quimioterapia tradicional, oferecendo mais eficácia e menos efeitos colaterais. A recusa do plano não é baseada em ciência, mas em custo. Eles se apegam a uma lista desatualizada para economizar, ignorando a evolução da medicina.
A justiça entende que o Rol da ANS é apenas um guia mínimo. A negativa do plano é uma tentativa de barrar o acesso a uma tecnologia que pode salvar sua vida. Guarde esta frase: a ciência avançou, e o plano não pode negar o melhor tratamento disponível para salvar a vida do paciente.
Sim, de forma esmagadora. O Poder Judiciário tem um entendimento pacífico de que, havendo prescrição médica fundamentada, o Nivolumabe (Opdivo) deve ser coberto, independentemente do tipo de câncer para o qual foi indicado.
As decisões liminares (de urgência) são extremamente comuns, pois os juízes reconhecem que um paciente com câncer não pode esperar.
Exemplo prático: Um paciente com câncer renal metastático teve o tratamento com Opdivo negado pelo plano, que alegou que a indicação não estava prevista no Rol da ANS. A família buscou a justiça e, em menos de 48 horas, uma liminar foi concedida, obrigando o plano a iniciar o fornecimento imediato do Nivolumabe (Opdivo), garantindo a continuidade da luta do paciente pela vida.
Para obter uma decisão liminar e iniciar seu tratamento em poucos dias, você precisará de três documentos cruciais:
Com estes documentos, a ação judicial tem altíssimas chances de sucesso. Para entender o processo em mais detalhes, leia nosso Guia Completo de Medicamentos de Alto Custo.
A negativa do Nivolumabe (Opdivo) é uma barreira burocrática que não pode estar acima do seu direito à vida e ao tratamento mais moderno disponível. A imunoterapia representa uma nova era na oncologia, e você tem o direito de acessá-la.
Não aceite o “não” do seu plano de saúde. A justiça age rápido para proteger pacientes em situações de urgência.
Tem a prescrição do Nivolumabe (Opdivo) e recebeu a negativa? Fale com um advogado especialista agora.